





A Cia.


As Caixeiras Cia. de Bonecas é um grupo teatral formado em 2007, em Brasília, e ao longo dos anos pesquisa, concebe e difunde o Teatro de Animação, em especial o Teatro Lambe-lambe. Assim, as Caixeiras Mariana Baeta, Amara Hurtado e Jirlene Pascoal apresentam suas histórias dentro do imenso universo das miniaturas animadas, por meio da criação de espetáculos, oficinas e projetos.




O livro Teatro Lambe-Lambe: uma parição brasileira é uma construção do grupo As Caixeiras Cia. de Bonecas que, junto com Denise Di Santos e Sergio Maggio, reúne memórias, vivências e reflexões sobre o Teatro Lambe-lambe.
A obra é uma ação do projeto Mistura Geral - Artes Cênicas, termo de fomento assinado entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF e o Instituto Transforma com apoio do Teatro dos Bancários e seu lançamento aconteceu dia 22 de abril de 2024 no Foyer do Teatro dos Bancários, em Brasília/DF.

O Teatro Lambe-lambe


O Teatro Lambe-lambe nasceu em 1989, em Salvador/BA, como resposta às necessidades pedagógicas das artistas e arte-educadoras Denise dos Santos e Ismine Lima. Durante suas aulas, Denise buscava uma maneira criativa de abordar o tema do nascimento com seus alunos. Dessa necessidade, e do encontro das duas artistas, surgiu a ideia de colocar uma boneca grávida — já construída por Denise enquanto matutava sobre como fazer o parto — dentro de um pequeno espaço fechado e acolhedor. Para Ismine, era fundamental oferecer ao espectador um espaço de intimidade, como se fosse um segredo a ser revelado num piscar de olhos.
Foi então que tiveram a grande ideia de colocar a boneca grávida dentro de uma câmera antiga de fotografia, daquelas usadas pelos fotógrafos lambe-lambe, e ali mesmo deram vida a “A Dança do Parto”, o primeiro espetáculo dessa nova linguagem, que nascia do encontro de duas mulheres desejosas de revelar verdades de forma poética e precisa. Desse gesto nasceu o Teatro Lambe-lambe, um estilo teatral inovador dentro da linguagem do Teatro de Animação Contemporâneo. Desde então, essa linguagem se espalhou pelo Brasil e pelo mundo, revelando universos inteiros dentro de pequenas casas de espetáculo, em breves e poéticos instantes de tempo.
O nome Teatro Lambe-lambe é uma homenagem aos fotógrafos lambe-lambe que ocupavam as praças das cidades brasileiras e que, na época, estavam perdendo espaço com a chegada das câmeras digitais.
Além disso, a artesania da revelação fotográfica utilizada pelos antigos lambe-lambes se assemelha ao trabalho artístico dos lambelambeires, que, com suas mãos habilidosas, dão vida a pequenos bonecos e objetos dentro das casas de espetáculo em poucos minutos, além de também ocuparem praças, ruas e eventos pelo Brasil e pelo mundo.
Tecnicamente, o Teatro Lambe-lambe consiste em peças de curta duração apresentadas dentro de uma caixa cênica — também chamada de casa de espetáculo, por reunir, em pequena escala, todo o aparato técnico de um teatro convencional. Nesses espaços, são encenadas narrativas curtas e sintéticas, com a presença de bonecos e/ou objetos animados. Na maioria das vezes, as peças são assistidas por um único espectador, embora o formato possa variar de acordo com a proposta de cada grupo ou bonequeire.
Em geral, a casa de espetáculo possui uma abertura frontal, pela qual o espectador acompanha a encenação, e aberturas laterais, superiores, inferiores ou traseiras, por onde o artista anima as personagens e opera toda a parte técnica da peça. O som pode ser produzido com material previamente gravado, transmitido por fones de ouvido, ou com a voz ao vivo do lambelambeire, assim como a iluminação, que pode ser feita com circuitos elétricos ou com luz natural.
Como os espetáculos duram poucos minutos, os lambelambeires apresentam suas narrativas diversas vezes, proporcionando uma experiência única, na qual o espectador é agraciado pela delicadeza, pelo encanto e pelo impacto das miniaturas que se agigantam aos olhos e emoções de quem se permite uma pausa para deixar-se conduzir pela curiosidade.






Espetáculos de Teatro Lambe-lambe

Os espectadores surpreendem-se de maneira poética com a narrativa sem palavras: a história do Curupira, do Boitatá, do Saci, da Iara e de um indígena brasileiro. O cenário é composto por rio, cachoeira e diferentes plantas que dão o efeito de uma grande e misteriosa floresta.
Duração: 6’
Classificação indicativa: Livre
Necessidades técnicas
Espaço: 4x4 m
Ponto de energia elétrica: 220 w
5 cadeiras sem braços ou
5 bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Caixa de Mitos
Caixa de Mitos

Priscila, a perereca
Priscila, a perereca
Inspirado na linguagem das HQs, conta a história de uma sapinha que é encontrada por um homem com ares de conquistador. O galã pede à perereca que, após seu beijo, se transforme em uma linda princesa. Porém, Priscila mostra ao desconhecido que as histórias de princesas nem sempre têm um final feliz.
Criação e manipulação:
Amara Hurtado
Duração: 2’26’’
Classificação indicativa: Livre
Necessidades técnicas
Espaço: 4x4 m
Ponto de energia elétrica: 220 w
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Conta a história de uma mulher nervosa com as banalidades do seu cotidiano. Nessa situação, ela se irrita com as coisas mais simples da vida, saindo de si e afastando-se do seu eu interior..
Criação e manipulação:
Jirlene Pascoal
Duração: 3’30”
Classificação indicativa: Livre
Necessidades técnicas
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’
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Ataque de Nervos
Ataque de Nervos
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A Mensagem
A Mensagem
Inspirada em um conto de Eduardo Galeano, é uma caixa interativa, onde o espectador é convidado pela cigana a retirar uma mensagem de seu bolso.
Criação e manipulação:
Mariana Baeta
Duração: 3’30”
Classificação indicativa: 14 anos
Necessidades técnicas
Ponto de energia elétrica: 220 w
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Uma mulher mergulhada em sons externos e internos não consegue respirar. Ao quebrar o ruído e cair no silêncio de si mesma a transformação pode aflorar.
Criação e manipulação:
Amara Hurtado
Duração: 3’30”
Classificação indicativa: Livre
Necessidades técnicas
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Revoar
Revoar

Amor de Cão!
Amor de Cão!
Uma senhora, carregada de tristeza e solidão, caminha para a morte. Mas eis que, na agonia mortal, surge um cão. A partir desse encontro, sob os cuidados das patas caninas, a mulher cria forças para reabraçar a vida.
Criação e manipulação:
Jirlene Pascoal
Duração: 3’30”
Classificação indicativa: 14 anos
Necessidades técnicas
Ponto de energia elétrica: 220 w
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Que segredos habitam uma caixa velha e esquecida no fundo do armário? Quais histórias um objeto pode contar? Casamento, casa, filhos, festas, brigas, rotina, divórcio e recomeço são retratados por meio de objetos e sons, que guardam em si mesmos significados íntimos e irremediavelmente universais.
Criação e manipulação:
Mariana Baeta
Duração: 6’
Classificação indicativa: 14 anos
Necessidades técnicas
2 cadeiras ou bancos pretos
Montagem e desmontagem: 60’

Amor - Título Provisório e Inalterável
Amor - Título Provisório e Inalterável
